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terça-feira, 31 de maio de 2011

Carma, destino ou maldição?

Chico Xavier analisa caso de garota que assumiu a personalidade do primo falecido:

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Carma, destino ou maldição?

Identificando Digitais


Em 1893, um homem que autodenominava-se Smell, o Grande, era o mais bem pago vidente do mundo. Isso porque foi desafiado a provar suas habilidades.
Alguns jornalistas de Nova York propuseram-lhe um desafio: olhar para treze impressões digitais diferentes e 
apontar os respectivos portadores.
Smell, o Grande, aceitou o desafio.
Dez minutos lhes bastaram para apontar corretamente doze dos autores das impressões digitais. Entre essas estava a da artista Lilian Russell, que Smell, o Grande chegou até a apontar, com acerto, alguns traços de sua personalidade.
Porém ele recusou-se a identificar um dos portadores.
-- Recuso-me a identificar essa impressão para qualquer outra pessoa, a não ser para a própria, porque é a marca de um assassino. Ele irá se revelar através de confissão e morrerá no presídio -- declarou ele.
A impressão digital era do dr. Henry Meyer, que alguns dias depois confessou-se culpado por um assassinato. Sendo condenado, Meyer, morreu alguns meses depois no presídio.

Seria carma, destino ou maldição o dom de Smell, que descobriu o destino do assassino Henry?
domingo, 29 de maio de 2011

Carma, destino ou maldição?

Chuva de Carne
Virginia, Condado de Hanover, ano de 1850. Na Sexta-feira da Paixão, ocorreu algo inconcebível: choveu carne, literalmente. Charles H. Clarke, proprietário de terras naquela época, e alguns criados do seu amigo, o médico G. W. Basset -- autor da carta, endereçada a um colega, pela qual viria se tornar público este relato --, presenciaram, às 16h, quando uma pequena nuvem fez chover "vários pedaços de carne e de fígado", conforme a carta de Basset.
Todos os pedaços caíram apenas numa área menor que 4 ha, e eram tão bem formados, que não havia como não conseguir identificá-los. Segundo Clarke -- "cavalheiro de inteligência e afirmada credibilidade", de acordo com o médico -- , a nuvem deslocava-se do nordeste para o sudoeste. E os pedaços colhidos nos pontos mais distantes, acompanhando uma linha nordeste / sudoeste, estavam separados 25 passos de outro.
Depois de alguns dias, Basset foi à fazenda Farmington, onde ocorreu o fenômeno, para averiguar aquilo que o amigo lhe contara. Chegando lá, colheu por volta de 180g dos pedaços, sendo que somente um deles pesava por volta de 30 gramas. Acompanhado de outra testemunha, um tal de "Sr. Brown" (a carta não precisa quem era essa pessoa), Basset, contando com a ajuda dos seus criados, recolheu de 15 a 20 peças, para uma análise posterior.
Não é sabido o que ocorreu com as amostras, pois na carta, Basset diz que enviaria uma parte a um colega seu, a quem chama de Dr. Gibson (a carta não também não informa quem era essa pessoa), e que deixara uma parte da carne e do fígado conservados em álcool "para futura inspeção dos curiosos".
Há vários casos semelhantes a este no mundo todo -- inclusive um no Brasil, em 30 de agosto de 1968 na cidade de São Paulo -- ocorridos no século XIX (excetuando-se, claro, o brasileiro). Eles foram publicados em dezenas de jornais e revistas científicas daquela época, e em muitos casos, como este, as testemunhas eram pessoas dotadas de boa cultura.

sábado, 28 de maio de 2011

Carma, destino ou maldição?




Mother Shipton
Ursula Sonhteil, mais conhecida como Mother Shipton, viveu de 1488 a 1561. Portadora de uma deformidade física, a jovem Ursula aprendeu a ler e a escrever com notável facilidade. Mas foi como profetisa que ganhou notável popularidade. Ela antecipou a morte de reis, a criação do automóvel, do submarino e do telefone. 
Quanto à criação do automóvel profetizou: 
"Carruagens sem cavalos trafegarão,  e os acidente de angústia o mundo encherão."
Quanto ao advento do submarino e de navios de ferro: 
"O homem sobre e sob as águas caminhará.  O ferro na água flutuará."
Previu também o uso da televisão e do telefone por satélites: 
"Por todo o mundo voarão os pensamentos  com a rapidez de uns poucos momentos."
Ela também falou sobre a futura derrota da Invencível Armada espanhola em 1588: 
"E os cavalos de madeira do monarca ocidental  serão destruídos pelas forças de Drake, afinal."
Mother Shipton previu ainda, com exatidão, o dia e a hora de sua morte, com alguns anos de antecedência.


Carma, destino ou maldição? O que você acha sobre pessoas que prevêem o futuro? Dê sua opinião !
sexta-feira, 27 de maio de 2011

Carma, destino ou maldição?

A Telepatia Salvou um Trabalhador


O soldador John H. Sullivan passou por uma experiência incomum. Em 14 de junho de 1955, quando soldava um cano de água em West Roxbury, bairro de Boston, a valeta na qual estava afundou de repente. Ele foi soterrado, ficando apenas a mão visível.
Thomas Whittalker, amigo e colega de Sullivan, trabalhava em outro local. Algo lhe perturbara a mente. Ele comentou com outro empregado que alguma coisa estava acontecendo em Roxbury. Whittaker resolveu parar com o trabalho e verificar o que estava acontecendo, para tirar o estranho pressentimento da cabeça.
Whittaker deslocou-se àquela região, fazendo um caminho que normalmente evitaria. Chegando ao local, Whittaker viu que um dos veículos de sua companhia estava no local, vazio e com o gerador funcionando. Aproximando-se cerca de 4 metros da valeta, primeiro percebeu que houvera acontecido ali um desmoronamento, logo depois pode ver uma mão aparecendo no entulho.
Vendo que o homem ainda estava vivo, Whittaker começou a cavar, pedindo depois auxilio aos Bombeiros. Rapidamente eles chegaram ao local para resgatar Sullivan, que estava seriamente ferido. Se o resgate demorasse um pouco mais ele teria morrido.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Carma, destino ou maldição?

O caso Mary Bell








Mary Bell tem uma diferença entre os Serial Killers comuns. Ela cometeu seus assassinatos com 10 anos! Sim Mary Bell foi uma "Criança Assassina".


Filha de mãe solteira, prostituta e mentalmente perturbada, foi sexualmente abusada entre os quatro e oito anos de idade.
Mary era filha de Betty McCrickett e Billy Bell, embora não se possa afirmar ao certo sua paternidade. Durante a infância, sua mãe teria tentado assassiná-la pelo menos uma vez. Mary, apelidada May desde cedo, era a filha mais velha de Betty, nascida quando esta contava com dezesseis anos. Billy Bell e Betty foram casados, e acredita-se que Mary tivesse um bom relacionamento com seu pai - fosse biológico ou não. No entanto, Bell seria preso por assalto armado.

Vandalizou a enfermaria da sua escola e escreveu ameaças na parede.
Aos 10 anos Mary Bell estrangulou Martin Brown, um garoto de 3 anos.
2 meses depois ela matou Brian Howe de 4 anos. Ela estrangulou o garoto, perfurou suas coxas e genitais, eainda "escreveu" um M na barriga do garoto com uma lamina de barbear.

Ela também foi acusada de tentar estrangular quatro outras meninas. 
Foi condenada a prisão por tempo indeterminado, e chamada de monstro durante o julgamento. Os psiquiatras avaliaram ela como psicopata.

Mary Bell não foi uma prisioneira com bom comportamento, chegou a fugir da cadeia uma vez. 

Foi considerada culpada de homicídio involuntário em 17 de dezembro de 1968. Em seu diagnóstico, psiquiatras descreveram sintomas clássicos da psicopatologia.
Mary Bell foi liberada da custódia em 1980, aos 23 anos, e foi concedido anonimato para começar uma nova vida com sua filha, que nasceu em 1984, e o marido. Vinte e sete anos depois de sua condenação, em 2007 e após a morte de sua mãe, ela aceitou falar à jornalista Gitta Sereny sobre sua infância. O resultado é uma biografia chamada Gritos no Vazio.

                                                         

Seria carma, destino ou maldição a triste história da menina Mary Bell? Dê sua opinião!
quarta-feira, 25 de maio de 2011

Carma, destino ou maldição?

Cissa Guimarães diz que conversa com filho regularmente


Às vésperas de completar um ano da morte de Rafael Mascarenhas, atriz conta em entrevista exclusiva que sente a presença espiritual dele


Stefano Martini/ED. Globo

Às vésperas de completar um ano da morte de seu filho mais novoRafael Mascarenhas, que foi atropelado em julho de 2010, Cissa Guimarães contou em entrevista exclusiva à QUEM que chega às bancas na quarta-feira (25) que conversa regularmente com ele e que sente sua presença espiritual.
"Você tem que estabelecer sua conexão com esse portal de amor, é a única saída. Aí, faz a conexão. É muito sagrado, não é uma coisa mística. É o sagrado do amor, da conexão que faz com a vida, e o Rafael abriu um portal enorme de amor, de atenção com os outros, de atitudes na minha vida", contou.
A atriz, que está no elenco de "Morde & Assopra", também disse que foi recebida com muito carinho por toda a equipe e que às vezes ainda tem dificuldades para gravar. "A minha alma está exausta, está aleijada. Eu ainda choro muito, ainda estou sangrando muito. Teve duas vezes em que eu disse que não estava aguentando, que tinha que ir embora, que estava com vontade de chorar, e fui muito respeitada. Todos sabem que estão lidando com uma pessoa que saiu do CTI. Isso pode acontecer a qualquer hora do dia."
Cissa também afirmou que não sente raiva dos responsáveis pelo atropelamento de Rafael. "Eu tive muita pena dessa mãe. Criou dois bichos. Como essa mulher vive com esses dois filhos e com esse marido? Morro de pena. É bicho. Nem bicho, porque acho bicho tão bonitinho!", disse a atriz, que também contou que pretende homenagear o filho quando se completar um ano de sua morte.
"Penso em fazer um show com os amigos dele tocando, mas só para a gente, para as internas. Vou comemorar com música, celebrar um ano de vida do Anjo Rafael. E não a perda. A gente ganhou um anjo", afirmou a atriz, que não se incomodou com as críticas por ter voltado a trabalhar tão rapidamente.
"Não estou nem aí, porque sei que estou fazendo uma coisa legal. Mas eu entenderia se não entendessem a minha atitude. Cada um tem o direito de agir de acordo com a sua dor. É toda uma circunstância que ele (Rafael) deixou para eu ficar bem! Tenho certeza, ele fez tudo", disse. 

terça-feira, 24 de maio de 2011

A experiência de quase morte





Luz no fim do túnel: saída ou porta de entrada para uma outra vida? As visões de quem esteve à beira da morte são impressionantes.


 A empresária Marisa Cruz Brillinger e o advogado Solon Michalski não esperam que alguém acredite no que eles viram do outro lado. Mas estão convencidos de que voltaram diferentes. "Eu tive a tal viagem que é muito conhecida: a viagem pelo túnel. A descrição é comum", conta Solon.
Naquela manhã, algo dizia que Marisa tinha de pedalar no Parque Ibirapuera, em São Paulo. E veio o inesperado. "Eu andei menos de 500 metros e tive uma dor alucinante no lado direito da minha cabeça. Eu me lembro da viatura, mas não do Fernando. Eu fiquei sabendo dele através de uma amiga minha", diz a empresária.
No meio de milhares de pessoas, o cabeleireiro Fernando Calçolari prestou atenção na desconhecida. "Pela expressão, eu vi que ela não estava bem. Fui avisar a viatura e quando eu voltei, ela já estava sentada na calçada. Neste momento, ela foi para a cadeira e ficou deitada. Nisso a viatura já estava se aproximando", lembra.
Marisa foi levada a um hospital. Tinha sofrido um derrame. No quarto, sua última lembrança é de uma moça oferecendo um copo d'água. "Eu tomei a água e vomitei. E saí por essa água. Não era um túnel, não era um funil – era água", descreve.
Desacordada, em coma, numa UTI. E, ao mesmo tempo, partindo para uma viagem surpreendente. "Cheguei num lugar cinza. O ar era pesado, parecia que tinha uma névoa. E tinha um homem muito grande, um guerreiro. Aí, comecei a falar com ele. Pedi perdão ao general. Mas ele não me olhava", conta Marisa.
A empresária diz ter regredido a uma outra vida, por causa de algo ruim que fez no passado. "Eu não era leal. Articulei batalhas para ele, mas eu articulei matá-lo. E a morte foi a punhaladas", acredita. Tudo teria acontecido há 4 mil anos.
"Eu sempre digo que basta olharmos no espelho, todos os dias, para sabermos o que fizemos de bom e de ruim. Ninguém precisa acusar", comenta Marisa.
O mais incrível é que depois de tanto sofrimento, ela não teve o perdão que esperava. Assim mesmo, acha que não perdeu a viagem. "Eu acredito que ele teve esta oportunidade para evoluir, mas ele não quis. É livre arbítrio dele. Mas o grande ensinamento que me passaram foi: não faça para não ter que pedir perdão".
Marisa voltou do coma cheia de histórias. E, para a surpresa dos médicos, sem nenhuma seqüela do derrame. "Quando eu cheguei no quarto para conversar, ela se encontrava sentada no sofá, e o marido estava sentado na cama. Foi uma surpresa – ela estava arrumada e bonita. E isso me surpreendeu", diz o cardiologista Rodrigo César Bazzo.
A empresária quis saber quem era o desconhecido que a salvou no parque. E ganhou um amigo. "Eu acho que a vida é isso: as pessoas passam, e a gente tem que prestar atenção", constata Marisa.
A chamada experiência de quase morte tem se tornado mais comum à medida em que a medicina avança. Técnicas de ressuscitação do coração e dos pulmões permitem o socorro de pacientes que, há algumas décadas, dificilmente, voltariam à vida.
Médicos que trabalham em UTIs ouvem histórias ricas em detalhes. Relatos de pessoas que não admitem a possibilidade de terem tido alucinações.
"Elas falam que isso foi a coisa mais real que já viveram na vida. E é isso que diferencia de uma experiência conduzida por uso de drogas, seja abusivo ou terapêutico", ressalta o neurocirurgião Paulo Porto de Mello, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Quem passa por essa experiência conta que, em algum momento da viagem, se vê diante de um filme, com um roteiro bem familiar. Um resumo da própria vida projetado numa tela imaginária. Cenas do que foi feito de bom e de ruim até aquele instante. O filme traz, em si mesmo, uma revelação: ainda não está pronto. E voltar à vida é a chance de escolher o melhor final para essa história.
"As pessoas se voltam um pouco mais para a família, para ações que possam produzir o bem comum e que tenham um efeito social mais significativo", diz Paulo Porto de Mello.
Hoje, um tranqüilo Solon brinca com o filho Frederico. Mas nem sempre foi assim. Ele já foi um jovem briguento, turrão. "Havia uma revolta muito grande dentro de mim, muitas coisas que eu não entendia. E a partir de 1969 eu passei a entender a vida de uma outra forma", diz ele.
Em 1969, a vida de Solon esteve por um fio. Ele quase morreu num acidente de carro. E, em coma, percebeu algo que todos os seus sentidos, juntos, ainda não haviam mostrado a ele: a sua vida era marcada pela agressividade. Cenas que Solon nunca esqueceria.
"Passou o filmezinho da minha vida. E passaram coisas que eu não imaginava que fossem vergonhosas. Naquele momento eu senti uma extrema vergonha de ver como eu era horrível", conta Solon.
A experiência foi transformadora. E o rapaz revoltado já era outra pessoa. Para orgulho do pai, seu Damon Michalski. "Depois que viveu essa experiência, ele baixou a bola, como dizem. Ele passou a ser gente, a se interessar pelas pessoas", avalia.
"Acho que foi uma colher de chá que eu ganhei", conclui Solon.
segunda-feira, 23 de maio de 2011

Como distinguir um transtorno mediúnico de um transtorno psiquiátrico?

Por Oswaldo Shimoda





É bastante frequente receber em meu consultório médiuns -são todos aqueles que servem de intermediário entre os espíritos desencarnados e os encarnados- rotulados equivocadamente pela psiquiatria oficial de esquizofrênicos, psicóticos, portadores de transtorno bipolar (alternância de humor extremada), síndrome do pânico, TOC (Transtorno obsessivo compulsivo), etc..

A grande maioria dos psiquiatras e psicólogos, por considerarem a mediunidade um fenômeno anômalo, patológico, diagnostica os médiuns como portadores de distúrbios psiquiátricos. Por conta disso, não existe ainda um diagnóstico diferencial entre um distúrbio mediúnico, que é normal, de um distúrbio mental, psiquiátrico, que é patológico, doentio.
Desta forma, nem todos os pacientes que dizem ver e/ou ouvirem vozes de seres espirituais, sofrem de uma desordem mental, psiquiátrica, sendo portadores de um quadro de esquizofrenia.

Nas Faculdades de Medicina e de Psicologia é ensinado que reencarnação não existe, que a vida começa no útero e que espíritos não existem; por isso, quem vê seres espirituais e/ou ouve suas vozes é diagnosticado prontamente como sofrendo de um transtorno mental grave, ou seja, psicose, esquizofrenia.
Como estudante de psicologia, aprendi assim; eu também fui treinado na disciplina de psicopatologia a diagnosticar os pacientes dessa forma, mas sem nunca fazer uma investigação mais ampla e cuidadosa para distinguir se o que eles diziam era real ou imaginário, fruto de suas mentes enfermas.
Não me passava pela cabeça que os pacientes podiam estar falando a verdade, que realmente estavam vendo e/ou ouvindo os espíritos.

Portanto, depois de formado como psicoterapeuta, encaminhava ao psiquiatra os pacientes que considerava psicóticos para serem medicados. Porém, quando comecei a trabalhar em 1989 com a regressão de memória, ao me deparar com os relatos de meus pacientes sobre as revivências traumáticas de suas vidas pretéritas e as manifestações de seres espirituais obsessores a quem eles prejudicaram em suas existências passadas, a princípio fiquei desconcertado, não sabendo como lidar com esses pacientes e suas manifestações espirituais.
Após conduzir mais de 9000 sessões de regressão e ter criado minha própria abordagem terapêutica, a TRE e presenciado inúmeras curas de pacientes rotulados por muitos psiquiatras de esquizofrênicos, psicóticos, bipolares, etc., constatei que o paradigma médico e psicológico -ainda hoje ensinado nas Universidades-, está profundamente equivocado, pois não trata o ser humano como um todo (mente, corpo e espírito), adotando, portanto, um critério científico puramente organicista, não levando em consideração a existência da alma, do espírito.
Por isso, a grande maioria dos psiquiatras e psicólogos não toma o cuidado necessário de se fazer um diagnóstico diferencial entre um distúrbio mediúnico e um distúrbio psiquiátrico propriamente dito. Ao contrário, essa possibilidade é até mesmo ridicularizada ou ignorada por muitos profissionais da área de saúde mental, pois não incorporaram ainda em seu raciocínio de diagnóstico a tese da pluralidade da de vidas da alma (a reencarnação), bem como a influência nefasta dos seres espirituais obsessores, desafetos dos pacientes, na origem de seus problemas.

Embora exista uma sutil fronteira para diferenciar um distúrbio mediúnico de um distúrbio psiquiátrico, constatei que os sintomas clínicos mais comuns de uma mediunidade em desarmonia são: 
- 1) Sensação de peso, pressão na cabeça, na nuca, nos ombros ou nas costas; 
- 2) Insônia, desassossego, pesadelos constantes de estar sendo perseguido; 
- 3) Nervosismo acentuado (irritação por motivos banais); 
- 4) Calafrios e arrepios constantes no corpo ou partes do corpo (sensação de frio nas mãos e pés); 
- 5) Cansaço geral, desvitalização, desânimo; 
- 6) Humor instável, alternância de humor extremada; tristeza profunda ou excessiva alegria, sem razão aparente; 
- 7) Ver e/ou ouvir seres espirituais, senti-los, principalmente, antes de dormir (estado de pré-sonolência) e/ou ao acordar pela manhã.

Mas desejo ressaltar que o leitor atente para o sábio jargão médico: Cada caso é um caso; por isso reafirmo que é importante realizar uma análise mais detalhada e cuidadosa de cada caso para sabermos distinguir um evento mediúnico de um distúrbio mental, psiquiátrico, que somente um terapeuta mais experiente tem condições de fazer. 

Caso Clínico:
Distúrbio mental ou obsessão espiritual?


Veio ao meu consultório um jovem de 23 anos, com as seguintes indagações: 
Por que escuto vozes? Por que vejo vultos escuros? Por que sinto que alguém está sempre perto de mim? Quero me livrar disso, doutor Osvaldo, não aguento mais, quero saber se realmente tenho problemas psiquiátricos, ou se sou de alguma forma um médium; olha, venho de uma família de católicos e, por isso, quero deixar claro que não acredito nessas coisas de mediunidade; porém, sei que há algo de errado comigo, os remédios que estou tomando me deixam como um zumbi, quero minha vida de volta. 
Desde os 12 anos, comecei a ter visões, mas não falava nada para os meus pais, pois tinha medo, achava que eles iriam me internar; à noite, comecei a escutar vozes de pessoas pedindo ajuda, alguém puxando as minhas cobertas, não conseguia mais dormir sozinho e corria logo para o quarto de meus pais. Acabei lhes contando o que estava acontecendo e eles me levaram para o médico. Comecei a tomar remédios e, como continuava a ter visões e escutar vozes, o psiquiatra aumentou as dosagens. Mas até hoje as visões e as vozes persistem.

Na primeira sessão de regressão, o paciente me relatou: 
“Não vejo nada, está tudo escuro, sinto frio, parece que o lugar é úmido, sinto vontade de vomitar, tenho muito enjoo... Não quero sentir isso, quero sair daqui! (fala chorando).
- Calma, calma... Respire fundo, não tenha medo – digo ao paciente. (pausa).
“Continuo com frio, parece que meus pés estão molhados; doutor, não quero sentir isso... Não quero continuar, estou sentindo dor de cabeça” (fala chorando).

- Bom, então, vamos deixar para a próxima semana, falei, interrompendo a sessão.
Na semana seguinte, paciente veio para a 2ª sessão, disse que tudo piorara, que não conseguia dormir nem comer, que vomitava muito e a dor de cabeça não foi embora nem tomando o remédio mais forte.
Após descer as escadas (recurso técnico que sempre utilizo nessa terapia para que o paciente se aprofunde no relaxamento), ele viu alguns vultos escuros.
“Doutor, eles estão vindo em cima de mim, parece que querem me sufocar, me agredir... É exatamente o que sinto antes de tomar os remédios, depois vem a ânsia de vomito. (pausa).
Agora estou vendo do meu lado direito uma luz azul... Parece ser uma mulher; quando essa luz chega mais perto, eles se afastam... Sinto alívio e proteção. Ela não fala nada, apenas leva sua mão para o meu estômago e começa a tirar algumas coisas de dentro... Essa mulher pede para que fique calmo.

- Pergunte quem é ela e quem são aqueles seres que te agrediram – peço ao paciente.
“Ela não me diz nada, só pede a minha mão... Acho que ela quer me mostrar algo...

- Vá em frente, veja o que ela quer lhe mostrar – peço novamente ao paciente.
“Estamos em outro lugar... Um lugar úmido, com cheiro ruim, muito escuro; escuto gemidos, pedidos de ajuda (paciente estava descrevendo o umbral, o reino das trevas). Estou com medo” (fala chorando).

- Calma, vá em frente, veja o que acontece. (pausa).
“Essa mulher quer me mostrar uma cena... 
Vejo um homem limpando uns artefatos, ele está de costas... Sinto que sou eu numa vida passada. Visto uma túnica preta e um capuz... Espera aí, parece que sou um carrasco! É isso mesmo, sou um carrasco; eu torturo e mato as pessoas, que coisa horrível! Sinto cheiro de morte, ouço vozes, gemidos, gritos... Como pude fazer isso? Como isso é possível se hoje tenho medo de tudo, de qualquer coisa que venha a fazer mal a um ser vivo!? (paciente fala chorando muito).
Não quero mais prosseguir com essa terapia... Eu mereço passar por isso, mereço ser um doente mental, mereço não ter uma vida normal, pois fiz muito mal para essas pessoas, eu as matava de forma cruel: homens, mulheres, e até mesmo crianças; fui um monstro! (paciente chora, gritando). (pausa).
A luz, aquela mulher, me abraça e está me dizendo: ‘Meu querido e amado irmão, sabia que trazendo-o aqui iria se arrepender, e os obsessores espirituais, vendo o seu arrependimento, poderiam –talvez- pedirem ajuda e serem levados para a luz.
Sei que o seu arrependimento é verdadeiro, porém, você deve ajudar essas almas perdidas, esses seres que você prejudicou no passado, se voltando agora para um trabalho mediúnico. Deverá frequentar um centro espírita ou até mesmo ser um terapeuta para ajudar outras pessoas, através de sua mediunidade.
Fique em paz, meu irmão, os obsessores serão encaminhados à luz, a partir do momento em que V. começar a desenvolver seu trabalho mediúnico, mas não tenha medo do que vê ou escuta, pois são somente almas querendo a sua ajuda.
Sugiro que o irmão faça também o curso de formação de terapeuta em TRE, com o Dr. Osvaldo. Certamente, com essa terapia, irá ajudar muita gente, e para esse trabalho, terá o amparo do Plano Superior. Fique com Deus e que Ele ilumine o seu caminho, com todo amor Crístico.

domingo, 22 de maio de 2011

Carma, destino ou maldição?

ANTIGO SANATÓRIO DAS PENHAS DA SAÚDE (10 anos de busca)





O edifício do antigo Sanatório dos Caminhos-de-ferro está localizado nas Penhas da Saúde, a cinco quilómetros da Covilhã, a cerca de 950 metros de altitude, num local denominado por Porta dos Hermínios. Trata-se de uma varanda com vistas de extraordinária amplitude, onde se vislumbra toda a Cova da Beira, desde Belmonte ao Fundão e, para oriente, a Serra da Malcata e serranias espanholas.

Foto exterior do Sanatório tirada nos anos 80
Projectado pelo arquitecto Cottinelli Telmo nos anos 20,foi mandado construir pelos Caminhos de Ferro para tratamento de Tuberculose dos seus funcionários, visto poderem beneficiar da localização em sitio calmo e dos ares da Serra, fazendo parte da rede de 11 sanatórios, existentes no inicio do século XX.
Demorou 8 anos a ser construído (1928-1936) e permaneceu fechado durante outros tantos anos, devido a circunstâncias diversas e estranhas à CP. Depois viria a ser arrendado à Sociedade Portuguesa de Sanatórios, com a condição de receber todos os doentes necessitados de tratamento de altitude, tendo cinquenta camas à disposição da Assistência Nacional aos Tuberculosos.
O edifício acolheu, ao longo de mais de 40 anos, muitos milhares de tuberculosos, provenientes de todo o país, que procuravam recuperar da Tuberculose nos bons ares da Serra da Estrela.
Apesar de acolher doentes de todas as classes sociais, os doentes menos favorecidos não tenham acesso a todas as alas, algumas destinadas apenas às classes altas, que ali encontravam todo o conforto que o dinheiro podia comprar.
Oito anos após a cedência, o edifício passou para as mãos do Estado, tomando conta dele o Instituto de Assistência Nacional de Tuberculose (IANT), passando também a partir de 1953, a ser internados doentes pobres.
O recurso à quimioterapia antituberculose, levou ao encerramento dos sanatórios afastados dos centros urbanos e pouco rentáveis. E o Sanatório das Penhas da Saúde não mereceu diferente sorte, fechando as portas em Junho de 1969.
Em 1969, por ordem do Ministério de Saúde e Assistência seria dada ordem de encerramento. O seu ultimo director Dr. Carlos Coelho, licenciado em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, acabou por ser o ultimo testemunho do encerramentodo Sanatório.
Palco de grandes historias humanas, umas com sucesso, outras dramáticas, devido as carências na época. Portugal entrava em guerra com algumas colónias em África, que originou uma época de grande crise, pobreza e miséria,
Nos anos seguintes, houve a tentativa de aproveitar a estrutura, chamando-se Abrigo dos Hermínios com a finalidade de servir de albergue, estrutura de apoio ao alojamento na Serra da Estrela, tendo sido mesmo mudadas todas as camas do edifício.Após o 25 de Abril, e devido à falta de alojamento, serviu de residência temporária aos retornados e refugiados das antigas colónias.
Desde os anos 80 que foi deixado a um abandono profundo, que tem originado o seu estado de degradação até aos nossos dias.
Avaliada entre cem e cento e cinquenta milhões de euros, a reconstrução do Sanatório ultrapassa as possibilidades da Turistrela, o que obrigou à cedência em favor da Enatur.
A 28 de Novembro de 1998, o Sanatório é vendido pela Turistrela à Enatur, pela simbólica quantia de 1 escudo. Em troca, entre outras contrapartidas, a Enatur compromete-se a reconstruir o edifício e transformá-lo numa Pousada Regional de grande qualidade.
A FUTURA ESTRUTURA
O projecto foi entregue ao conhecido arquitecto do Porto,Souto Moura, cujo arranque das primeiras obras esteve previsto para o final deste Inverno, o que não irá acontecer.
Segundo Souto Moura, a fachada original vai ser mantida, pois «está lá tudo»,e nada vai ser alterado no seu interior, assim como na altura da construção as soluções aplicadas pelo arquitecto criador foram acertadas. Exemplos são a disposição de todo o trabalho de caixaria de portas e janelas, já que o seu criador fê-lo a pensar num «Hotel para doentes».
Presságio ou não, o edifício acabará mesmo como uma unidade hoteleira, com 35 quartos duplos, 16 suites e cinco quartos familiares, que poderão ser configurados como dez quartos individuais, para além de uma suite presidencial.
A preocupação deste arquitecto em criar uma estrutura com baixos custos de manutenção pois estes custos terão muito peso no futuro da gestão da Pousada. Para isso foi pedido ao Estado do Turismo para que a exigência de instalação de ar condicionado, neste tipo de unidade com classificação de cinco estrelas, possa ser revista, já que um «edifício com paredes de dois metros de espessura não precisam de ar condicionado nenhum», palavras do responsável do projecto.
Apenas duas alterações na estrutura do edifício serão visíveis do exterior. Uma nas traseiras, prolongando a zona de cozinha e serviços e outra, logo abaixo do telhado, reabrindo os solários, quebrando o aspecto pesado do edifício. Será um regresso ao projecto original, já que o seu arquitecto foi obrigado a adulterá-lo, quando a CP lhe pediu um alargamento do sanatório. Na altura os solários foram fechados e aproveitados como quartos.
As novas estruturas da pousada, não vão interferir com o conjunto original: o parque de estacionamento, com capacidade para 50 a 60 viaturas será subterrâneo. O parque, com entrada directa para o interior do edifício, terá uma zona de armazenagem de material de Inverno e um outro corredor que ligará ao health club. Esta outra unidade será construída também no subsolo. Este health club subterrâneo é construído num acentuado desnível ali existente, em que será colocada uma parede envidraçada amovível, permitindo a partir da sauna ou da piscina, o contacto com o exterior.
Para além do edifício do sanatório em si, fazem parte do conjunto da estrutura, nas redondezas outros imóveis, como a casa do médico e as antigas casas dos funcionários. A primeira será recuperada e ficará disponível como pequena unidade de alojamento de reserva, para épocas de maior lotação ou ocasiões especiais e as restantes servirãopara os funcionários.
O exterior do edifício, à entrada da pousada, terá um pequeno lago artificial e será densamente arborizado.
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Ano de 1962
Carta enviada por um doente ao Director do Sanatório
Serzêdo, Gaia 25 de Outubro de 1962
Joaquim Rodrigues Valente, doente n° 2598, quarto rés do chão 57, vem muito respeitosamente informar Vossa Excelência, Senhor Director, que recebera um oficio com o n° 2386/D datado de 23/10/962, no qual vi tudo que Vossa Excelência me manda dizer.
Senhor Diretor, venho muito respeitosamente informar Vossa Excelência que não me posso apresentar imediatamente o que me causa um grande desgosto, mas como a minha cama não pode estar vaga tanto tempo, agradecia já que vou ter a alta, que Vossa Excelência fizer-se o favor e a esmola se informava o Senhor Director do dispensário de Vila Nova de Gaia o motivo da minha alta.
Agradecendo o favor subscrevo-me com a máxima consideração e estima.
Cumprimentos e muito obrigado por tudo.
A bem da nação
Serzêdo – Gaia 225 de Outubro de 1962
Joaquim Rodrigues Valente
Anotações escritas na carta
saiu em 10/10/962 – processa-se a alta em 25/10/962